terça-feira, 20 de maio de 2014

Úlcera de pressão sacra - caso clínico uso de radiação ultravioleta

Entrega do material: 26 de maio de 2014 (antes da prova de recursos terapêuticos). 

KU é um homem de 90 anos de idade. Apresenta úlcera de pressão próxima ao maléolo lateral do membro inferior esquerdo. Ele está acamado, minimamente responsivo e dependente para todos os movimentos no leito e atividades de alimentação. Ele consegue engolir, mas come muito pouco. O tratamento até agora consistiu em um acentuado desbridamento e curativo. Embora o tratamento tenha reduzido a secreção amarela, houve uma pequena mudança na área da ferida no último mês.
A úlcera de pressão tem 6 x 5 cm e 3 cm de profundidade na área mais profunda. Não há saída de exsudato. Aproximadamente 70% da ferida estão vermelhas e granuladas e 30% estão cobertos com secreção amarelada.
Quais são os objetivos de tratamento para esse paciente?
Das terapias discutidas até o presente momento, qual tipo de terapia poderia ser utilizada?
Com que freqüência a terapia deverá ser utilizada?
Quais os parâmetros para prescrever a dose da terapia? Qual o posicionamento e cuidados durante a terapia?
Quais contra-indicações deverão ser averiguadas?
Que outros aspectos do cuidado com a ferida são importantes para esse paciente?

Qual (is) parâmetro(s) o fisioterapeuta deveria utilizar para acompanhar a evolução do quadro?

FOTOTERAPIA – RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA
Leitura Obrigatória para os Alunos
Adotada: PRENTICE, W. E. Modalidades terapêuticas para fisioterapeutas.
Capítulo: 12 - Fisioterapêutica com radiação ultravioleta. p. 305 a 318.
Para Saber Mais
Título: KITCHEN, S.; BAZIN, S. Eletroterapia prática baseada em evidências.
Capítulo: 13 - Terapia ultravioleta. p. 191 a 207.

     

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Estudo de caso clínico - Diatermia

ESTUDOS DE CASOS CLÍNICOS

Os estudos de casos que se seguem resumem os conceitos de diatermia e/ou radiação ultravioleta discutidos em sala de aula.

Entrega do material - 19 de maio de 2014 (1 ponto) juntamente com os casos clínicos anteriores (crioterapia e termoterapia superficial por calor - 2 pontos).

Estudo de caso - Capsulite Adesiva
AL é professora de 45 anos de idade. Ela foi diagnosticada com capsulite adesiva no ombro direito e foi encaminhada à fisioterapia. Ela relata rigidez no ombro, com sensação de aperto no final do movimento. Embora consiga realizar a maior parte de suas atividades instrumentais de vida diária, ela relata dificuldade para alcançar coisas altas o que interfere no alcance de objetos em prateleiras altas e tem dificuldade ao vestir roupas apertadas.
O exame objetivo revela restrição de ADM ativa e passiva no ombro direito e restrição passiva glenoumeral de articulação inferior e no deslizamento posterior. Todos os outros testes, incluindo limite de movimentação cervical e de cotovelo, força e sensação das extremidades superiores estavam dentro dos limites de normalidade.
ADM ombro:
Ativa
D
E
Flexão
120º
170º
Abdução
100º
170º
Mão atrás das costas
Direita 5 polegadas abaixo da esquerda
Passiva


Flexão
130º
175º
Abdução
110º
175º
Rotação interna
50º
80º
Rotação externa
10º
80º

Quais são os objetivos de tratamento para essa paciente?
Que tipo de diatermia seria a mais apropriada?
Como seria o melhor posicionamento da paciente durante o tratamento?
Quais as contra-indicações deveriam ser averiguadas antes da intervenção?
Quais parâmetros (dose, tempo de tratamento) e técnica utilizada para a terapia?
O que deveria ser feito além da diatermia?
Qual (is) parâmetro(s) o fisioterapeuta deveria utilizar para acompanhar a evolução do quadro?  

·          DIATERMIAS: ONDAS CURTAS E MICROONDAS
Leitura Obrigatória para os Alunos
Adotada: KITCHEN, S.; BAZIN, S. Eletroterapia prática baseada em evidências.
Capítulo: 11 - Diatermia. p. 145 a 170.
Para Saber Mais
Título: AGNE, J. E. Eletrotermoterapia teoria e prática.
Capítulo: Diatermia por ondas curtas. p. 242 a 264.
Título: PRENTICE, W. E. Modalidades terapêuticas para fisioterapeutas.
Capítulo: 8 - Diatermia por ondas curtas e microondas. p. 161 a 184.     


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Crioterapia e Termoterapia Superfical por Calor: bibliografia a ser lida e caso clínico

CRIOTERAPIA
Leitura Obrigatória para os Alunos
Adotada: KNIGHT, K. L. Crioterapia no tratamento de lesões esportivas.
Capítulo: 5 - Mudanças de temperatura que resultam das aplicações de frio. p. 59 a 76.
Adotada: KITCHEN, S.; BAZIN, S. Eletroterapia prática baseada em evidências.
Capítulo: 9 - Calor e frio: métodos de condução. p. 132 a 136.
Para Saber Mais
Título: PRENTICE, W. E. Modalidades terapêuticas para fisioterapeutas.
Capítulo: 9 - Modalidades infravermelhas. p. 189 a 201.
Título: KNIGHT, K. L. Crioterapia no tratamento de lesões esportivas.
Capítulo: 7 - Repouso, gelo, compressão, elevação e estabilização

TERMOTERAPIA SUPERFICIAL POR CALOR
Leitura Obrigatória para os Alunos
Adotada: KITCHEN, S.; BAZIN, S. Eletroterapia prática baseada em evidências.
Capítulo: 9 - Calor e frio: métodos de condução. p. 129 a 132.
Para Saber Mais
Título: PRENTICE, W. E. Modalidades terapêuticas para fisioterapeutas.
Capítulo: 9 - Modalidades infravermelhas. p. 203 a 210.
Monitoria da disciplina Recursos Terapêuticos: Marielle Martins de Carvalho. Contatos da monitora - mariellemdc@outlook.com / (35) 92053021


Obs. Os casos clínicos abaixo citados deverão ser realizados em dupla ou trio com o auxílio da monitora [Marielle (mariellemdc@outlook.com)]. Para tanto, vocês deverão agendar encontro com a monitora por e-mail. As respostas dos casos abaixo citados deverão ser entregue impreterivelmente no dia 12 de maio de 2014 antes do início da aula da disciplina. O material deverá ser escrito à mão e assinado pela Marielle informando que acompanhou as atividades realizadas.  Total de pontos = 2 pontos.
Os estudos de caso citados abaixo resumem alguns conceitos de termoterapia superficial por frio e calor discutidos em aulas. Com base nos casos apresentados, peço-lhes para propor os objetivos do tratamento e em seguida comentar os fatores a serem considerados na seleção dos recursos supracitados como a intervenção de escolha. Além disso, vocês terão que comentar qual o agente de termoterapia superficial por calor ou frio ideal para promover o progresso rumo aos objetivos.
Caso 1: Exame: WF é um professor do sexo masculino, com 38 anos de idade. Ele lesionou seu joelho esquerdo há 3 meses jogando futebol, e foi tratado de forma conservadora com anti-inflamatórios não esteróides e fisioterapia por 6 semanas, apresentando uma melhora moderada nos sintomas. Entretanto, ele não consegue retornar às atividades esportivas devido à dor contínua no joelho medial. Uma ressonância magnética realizada 2 semanas atrás revelou lesão de menisco medial. Diante disso, o paciente foi submetido a uma artroscopia para menisectomia há 4 dias. O referido paciente foi encaminhado à fisioterapia para avaliação e tratamento. Na avaliação, WF acusa dor no joelho, que reduziu de 9/10 para 7/10 desde a cirurgia, mas aumenta com descarga de peso sobre o membro lesionado. Os seus movimentos estão limitados às tarefas instrumentais e de vida diárias e ele relata rigidez no joelho.
Teste e Medidas: O exame objetivo revela moderado aquecimento no joelho esquerdo (face Antero-medial), com restrição da ADM a -10 graus de extensão e 85 graus de flexão. O paciente deambula sem auxílio para locomoção, mas com fase diminuída no lado ipsilateral à lesão e com o joelho semi-fletido (30 graus de flexão) durante o ciclo da passada. A perimetria do joelho esquerdo no nível médio-patelar é de 45 cm e, no joelho direito de 38 cm.
Responda
1. Quais seriam os objetivos para o tratamento desse paciente?
2. Que sinais e sintomas nesse caso podem ser tratados por termoterapia superficial por frio (crioterapia)?
3. Quais contra-indicações deverão ser verificadas antes do uso do recurso?
4. Quais aplicações de crioterapia seriam adequadas para esse paciente (descrever a técnica de aplicação, posicionamento do paciente, tempo de aplicação, cuidados a serem tomados e orientações)?
5. Quais não seriam adequadas?
Caso 2: Exame: LH é uma mulher de 67 anos de idade que procurou o serviço de fisioterapia para avaliação e tratamento por apresentar diagnóstico de artrose das mãos. Ela acusa rigidez e dor em todas as articulações dos dedos, o que dificulta segurar utensílios de cozinha e realizar outras atividades domésticas, além de dor ao escrever. Ela relata que esses sintomas tem piorado nos últimos 5 anos e se intensificaram no mês passado desde que suspendeu o uso de anti-inflamatórios não esteroidais devido a efeitos gástricos colateriais.
Teste e Medidas: O exame revela rigidez e ADM de flexão restrita das articulações interfalangianas proximais dos dedos 2 a 5 a aproximadamente 90 graus e ligeiro desvio ulnar nas articulações carpometacarpianas bilateralmente. As articulações não se apresentam quentes ou edematosas, e a sensibilidade está inalterada em ambas as mãos.
Responda
1. Essa condição é aguda ou crônica?
2. Quais seriam os objetivos para o tratamento desse paciente?
3. O que deve ser considerado antes do uso de calor em um paciente com condição inflamatória?
4. Quais contra-indicações deverão ser verificadas antes do uso do recurso?
5. Que tipos de termoterapia seriam adequadas para esta paciente (descrever a técnica de aplicação, posicionamento do paciente, tempo de aplicação, cuidados a serem tomados e orientações)?
6. Quais tipos seriam inadequadas?

segunda-feira, 31 de março de 2014

Conteúdo programático da disciplina Recursos Terapêuticos (01/2014)



CONTEÚDO PROGRAMÁTICO – RECURSOS TERAPÊUTICOS (01/2014)
31/03/14
Apresentação da disciplina, discussão do cronograma e das formas de avaliação
Controle da temperatura corporal: homeostase térmica
07/04/14
Cronologia do processo inflamatório e formação de edema
14/04/14
Fisiologia da dor
28/04/14
Crioterapia: aula teórico-prática
05/05/14
Termoterapia superficial por calor e radiação infra-vermelha: aula teórico-prática
12/05/14
Radiação ultra-violeta: aula teórico-prática
19/05/14
Prova teórica (30 pontos)
26/05/14
Diatermia (ondas curtas e microondas): aula teórico-prática
02/06/15
Ultra-som terapêutico: aula teórico-prática
09/06/14
Laser de baixa potência: aula teórico-prática
16/06/14
Princípios gerais em eletroterapia e Vivência prática em eletroterapia
23/06/14
Analgesia por meio de correntes elétricas: aula teórico-prática
30/06/14
Estimulação muscular por meio de correntes elétricas: aula teórico-prática
07/07/14
Efeitos da corrente elétrica na cicatrização e iontoforese: aula teórico-prática
14/07/14
Prova teórico-prática (60 pontos)
21/07/14
Exame especial
10 pontos: casos clínicos e vivência prática – com a monitora (as questões serão postadas no blog da disciplina e os alunos deverão entregar relatório com as respostas devidamente assinadas na aula subsequente).

  1. 1 ponto: vivência prática e caso clínico de crioterapia
  2.  1 ponto: vivência prática e caso clínico de termoterapia superficial
  3. 1 ponto: vivência prática e caso clínico de radiação infra-vermelha
  4. 1 ponto: vivência prática e caso clínico de diatermia 
  5. 1 ponto: vivência prática e caso clínico de ultra-som
  6. 1 ponto: vivência prática e caso clínico de laser
  7. 1 ponto: vivência prática em eletroterapia
  8. 1 ponto: vivência prática e caso clínico de eletroterapia visando analgesia
  9. 1 ponto: vivência prática e caso clínico de eletroterapia para contração muscular
  10. 1 ponto: vivência prática e caso clínico de eletroterapia visando cicatrização
Blog da disciplina: http://rtufvjm.blogspot.com.br/

Monitoria da disciplina Recursos Terapêuticos: Marielle Martins de Carvalho.

Contatos da monitora - mariellemdc@outlook.com / (35) 92053021

Disponibilidade da monitora:
Segunda: horário de almoço (12 às 14hs)
Terça: horário de almoço (12 às 13hs), pois minha aula de Fisioterapia Preventiva está marcada no Siga as 13hs
Quarta: de manhã e horário de almoço
Sexta: horário de almoço e a tarde

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Exame especial recursos terapêuticos

Data: 26 de fevereiro de 2014 (quarta-feira).
Horário: 18h.
Local: clínica-escola de fisioterapia.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Entorse lateral (inversão) de Tornozelo

História: MC é um jovem estudante de 23 anos. Ele lesionou seu tornozelo durante uma partida de futebol na escola. Ele foi visto pelo médico ainda em campo e diagnosticado com entorse lateral de tornozelo grau II. Seu tornozelo foi envolto em gelo e ele foi enviado ao vestiário para acompanhamento imediato do fisioterapeuta. O paciente foi orientado a usar muletas sem descarga de peso sobre o tornozelo lesionado para preservá-lo.
Teste e Medidas: A inspeção visual mostrou que o paciente mantém seu tornozelo em uma única posição com extrema hesitação para permitir ao terapeuta mover a articulação. A ADM passiva revelou restrições em todas as direções. A ADM é mínima. A articulação talofibular lateral está sensível ao toque, com descoloração indicativa de hemorragia por toda a face lateral e uma dificuldade para visualizar o maléolo lateral devido ao edema. A área está quente ao toque e apresenta uma leve hiperemia. O estudante está saudável e nega história de câncer, diabetes ou qualquer outro problema de saúde.
Que tipo de processo está ocorrendo no tornozelo deste paciente? Que tipo de estimulação elétrica seria mais útil? Que aspectos da lesão do paciente iria resolver? Que outros agentes físicos podem ser usados junto com a estimulação elétrica?


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Equipamento Neurovector V 2.0 – corrente interferencial vetorial

 

Resumo elaborado pela monitora da disciplina: Marielle Martins de Carvalho

“Corrente Interferencial” é o fenômeno que ocorre quando duas ou mais oscilações são aplicadas simultaneamente em um mesmo ponto. Na terapia interferencial, dois estímulos de corrente alternada de frequência média (4.000 Hz a 4.100 Hz, por exemplo), são aplicados ao mesmo tempo num mesmo ponto. Uma terceira freqüência chamada de “Frequência de Batimento”, “Frequencia de Tratamento” ou “Frequência de Amplitude Modulada (AMF)” é criada onde estes dois estímulos de frequência média se cruzam.

Na terapia inteferencial, a AMF corresponde às frequências normalmente utilizadas na eletroterapia por baixa frequência. Portanto, temos as vantagens das frequências de média frequência (4.000 Hz - resistência da pele baixa), e estamos dentro da faixa biológica 0,1 a 200 Hz (AMF), faixa esta em que os sistemas biológicos respondem aos estímulos das correntes elétricas. Para compreendermos melhor a vantagem de utilizar um recurso de média frequência precisamos, entender que a pele humana oferece uma alta resistência a passagem de correntes de baixa frequência e de duração relativamente longa do pulso. Além disso, a pele age como uma resistência linear e também como um capacitor. A resistência oferecida por um capacitor à passagem de corrente alternada é chamada de reatância capacitiva. Ela age em combinação com a resistência linear da pele. A reatância capacitiva tem uma característica útil, ou seja, ela decresce a medida que a frequência da corrente aplicada aumenta. Então, se tivermos uma corrente de frequência mais alta, a resistência da pele irá baixar, proporcionando uma estimulação mais eficiente. Além disso, frequências mais altas têm duração de pulso mais curtos, levando a um estímulo mais agradável.

Um tratamento efetivo somente ocorre quando o paciente percebe uma sensação dominante concentrada na área onde o problema se encontra. Em outras palavras, o paciente irá sentir uma significante sensação de formigamento ao redor e na área onde o problema se encontra. Um ajuste da posição dos eletrodos na pele é importante para se conseguir os melhores resultados.

CORRENTES INTERFERENCIAIS PRÉ-MODULADAS (bipolar):

É possível emitir correntes interferenciais ao paciente utilizando dois eletrodos

Ao invés dos quatro convencionais. No modo convencional (tetrapolar-normal) a corrente interferencial é produzida endogenamente (dentro, profundamente) no paciente. No modo bipolar (pré-modulado) a corrente interferencial é aplicada através dos eletrodos para a pele do paciente.

CONTROLE DA AMF:
A AMF, conhecida também por freqüência de batimento ou freqüência de tratamento, pode ser controlada de duas maneiras básicas, que são no modo contínuo, onde o equipamento gera uma única freqüência de batimento que pode ser selecionada pelo operador. Neste método, o aparelho gera uma diferença constante na freqüência entre os dois canais. Enquanto que, no modo “Sweep” (D AMF), o equipamento gera automaticamente a freqüência de batimento dentro de uma faixa pré- selecionada. Esta faixa pré-selecionada é a faixa da freqüência de tratamento, que é automaticamente e ritmicamente aumentada e diminuída dentro de uma faixa de AMF pré-estabelecida. O modo "Sweep" é muito utilizado para se evitar a acomodação.

No modo de varredura (sweep), a eletroestimulação pode ser feita por 3 programas:
clip_image002A AMF permanece na freqüência básica por um segundo e então muda

abruptamente para a freqüência mais alta, na qual permanece também por um segundo. Isto se repete automaticamente. Este programa é recomendado para

problemas crônicos e subagudos.

clip_image004A AMF permanece na frequência básica por cinco segundos, passa por todas as outras frequências (dentro da extensão escolhida) em um segundo até alcançar a freqüência mais alta, na qual permanece também cinco segundos. Isto se repete automaticamente. Esta forma de tratamento é indicada para paciente com desordens agudas.

clip_image006A AMF está continuamente variando. Nos primeiros seis segundos ela cresce passando por todas as frequências dentro da extensão escolhida até alcançar a frequência mais alta, e decresce imediatamente nos próximos seis segundos. Isto se repete automaticamente. Dos três tipos de programas, este é o mais agradável de todos. Este modo é bastante utilizado para se evitar a acomodação.

No modo de interferência bipolar é possível a escolha da AMF de 1 Hz a 200 Hz.

ESCOLHA DA AMF OU FREQUENCIA DE TRATAMENTO: A escolha da AMF depende da natureza, estágio, gravidade e do local do problema. Frequências altas são sentidas como “agradáveis e mais leves”. AMF altas (75Hz a 200Hz) são aconselháveis para problemas agudos, grande dor, hipersensitividade. Em frequências baixas a sensação é mais “áspera e pesada”. Nas contrações musculares, problemas crônicos ou sub-agudos, uma AMF baixa é bem adequada. Freqüências abaixo de 50Hz produzem contrações pulsadas e fibriladas.

STIM. MODE (Modo de estimulação):

- Contínuo: AMF constante. Podem-se utilizar os programas de “Sweep”.

- Srg: Uma vez escolhido a AMF e/ou SWEEP, quando no modo de estimulação SURGE o equipamento introduz as conhecidas "rampas" rise, on, decay e off , que correspondem ao tempo de subida da corrente, tempo de permanência da corrente na frequência mais alta, tempo de descida da corrente e tempo de repouso.

CARRIER (Frequência de portadora):

Podem ser escolhidas as freqüências de 2KHz (2.000Hz), 4KHz (4.000Hz) e 8KHz (8.000Hz). A frequência de 2KHz deve ser utilizada somente nas condições não dolorosas. De maneira geral, todas outras aplicações se utiliza a frequência de 4KHz ou 8KHz.

MODO DE INTERFERÊNCIA TETRAPOLAR:

- O método tetrapolar é usado para tratamento de grandes áreas.

- AMF e Sweep (D AMF) igual ao modo bipolar.

- No modo tetrapolar há possibilidade de escolha do modo de interferência, que pode ser: Normal (estandar), Vetor manual (desbalancear canais) ou Vetor automático.

-Em se tratando de campo de estimulação interferencial, temos:
Campo interferencial estático (tetrapolar normal ou estandar): são necessários quatro eletrodos (dois por canal). Os dois circuitos são colocados na diagonal da melhor maneira possível, sendo que os eletrodos do canal 1 são colocados um de frente para o outro e o mesmo é feito com os eletrodos do canal 2. A estimulação elétrica ocorre no sentido dos dois circuitos (na diagonal). Nesse caso, as correntes devem estar equilibradas.

Campo interferencial dinâmico (tetrapolar com vetor manual ou automático): implica numa rotação do Campo Interferencial Estático de zero a aproximadamente 45 graus retornando novamente para zero. Este “movimento” é produzido ritmicamente pelo desequilíbrio das correntes, alterando a posição da área de máxima estimulação. Pode ser um meio útil em casos onde o paciente apresente sintomas que não são bem localizados.