segunda-feira, 6 de junho de 2016

Horário da monitoria e próximas aulas da disciplina (readequação no cronograma)

Horários monitoria (primeiro semestre de 2016):


Terça Feira
Quarta Feira
Quinta Feira
13:00 – Rodrigo e Míriam
13:30 – Lorena , Júnia  e Brenda.
16:00 – Gabriel e Paloma
16:30- Franciane e Cecília
17:00- Amanda e Ana Carla
17:30 – Poliana e Ariane
13:00 – Fabrício e Camila
13:30 – Josiane e Juliana
14:00 – Gabriela e Maria Cecília
14:30 – Daniela e Edilaine
15:00 – Sabrina e Dayane
 











Em função do feriado do dia 13 de junho, informo que o cronograma será readequado conforme abaixo. Assim,
A próxima aula da disciplina será dia 20 de junho de 2016, 14h, pavilhão de salas de aula seguido de aula prática na clínica.



CONTEÚDO PROGRAMÁTICO – RECURSOS TERAPÊUTICOS (Primeiro semestre/2016)
25/04/2016
Apresentação da disciplina, discussão do cronograma e das formas de avaliação
Controle da temperatura corporal: homeostase térmica
09/05/2016
Cronologia do processo inflamatório e formação de edema
16/05/2016
Fisiologia da dor
23/05/2016
Crioterapia: aula teórico-prática
30/05/2016
Termoterapia superficial por calor e radiação infra-vermelha: aula teórico-prática
20/06/2016
Radiação ultra-violeta e Diatermia (ondas curtas e microondas): aula teórico-prática
27/06/2016
Prova teórica (30 pontos)
04/07/2016
Ultra-som terapêutico: aula teórico-prática
11/07/2016
Laser de baixa potência: aula teórico-prática
01/08/2016
Princípios gerais em eletroterapia e Analgesia por meio de correntes elétricas: aula teórico-prática
08/08/2016
Estimulação muscular por meio de correntes elétricas: aula teórico-prática
15/08/2016
Efeitos da corrente elétrica na cicatrização e iontoforese: aula teórico-prática
22/08/2016
Prova teórico-prática (60 pontos)
24/08/2016
Exame especial (Quarta-feira  14h) Obs. Confirmar disponibilidade com alunos. Considerar que dia 26/08  é a data limite para fechamento de tur
ma e entrega de notas.   

terça-feira, 24 de maio de 2016

Estudo de Caso Clínico (crioterapia ou termoterapia superficial por frio) e pontos discutidos em aula

O estudo de caso citado abaixo resume alguns conceitos de termoterapia superficial por frio discutidos em aulas. Com base nos casos apresentados, peço-lhes para propor os objetivos do tratamento e em seguida comentar os fatores a serem considerados na seleção dos recursos supracitados como a intervenção de escolha. Além disso, vocês terão que comentar qual o agente de termoterapia superficial por calor ou frio ideal para promover o progresso rumo aos objetivos.

Caso 1:  Exame: WF é um professor do sexo masculino, com 38 anos de idade. Ele lesionou seu joelho esquerdo há 3 meses jogando futebol, e foi tratado de forma conservadora com anti-inflamatórios não esteróides e fisioterapia por 6 semanas, apresentando uma melhora moderada nos sintomas. Entretanto, ele não consegue retornar às atividades esportivas devido à dor contínua no joelho medial. Uma ressonância magnética realizada 2 semanas atrás revelou lesão de menisco medial. Diante disso, o paciente foi submetido a uma artroscopia para menisectomia há 4 dias. O referido paciente foi encaminhado à fisioterapia para avaliação e tratamento. Na avaliação, WF acusa dor no joelho, que reduziu de 9/10 para 7/10 desde a cirurgia, mas aumenta com descarga de peso sobre o membro lesionado. Os seus movimentos estão limitados às tarefas instrumentais e de vida diárias e ele relata rigidez no joelho.

Teste e Medidas: O exame objetivo revela moderado aquecimento no joelho esquerdo (face Antero-medial), com restrição da ADM a -10 graus de extensão e 85 graus de flexão. O paciente deambula sem auxílio para locomoção, mas com fase diminuída no lado ipsilateral à lesão e com o joelho semi-fletido (30 graus de flexão) durante o ciclo da passada. A perimetria do joelho esquerdo no nível médio-patelar é de 45 cm e, no joelho direito de 38 cm.

Responda
1.       Quais seriam os objetivos para o tratamento desse paciente?
2.       Que sinais e sintomas nesse caso podem ser tratados por termoterapia superficial por frio (crioterapia)?
3.       Quais contra-indicações deverão ser verificadas antes do uso do recurso?
4.       Quais aplicações de crioterapia seriam adequadas para esse paciente (descrever a técnica de aplicação, posicionamento do paciente, tempo de aplicação, cuidados a serem tomados e orientações)?
5.       Quais não seriam adequadas?             

CRIOTERAPIA
Leitura Obrigatória para os Alunos
Adotada: KNIGHT, K. L. Crioterapia no tratamento de lesões esportivas.
Capítulo: 5 - Mudanças de temperatura que resultam das aplicações de frio. p. 59 a 76.
Adotada: KITCHEN, S.; BAZIN, S. Eletroterapia prática baseada em evidências.
Capítulo: 9 - Calor e frio: métodos de condução. p. 132 a 136.

CRIOTERAPIA
Efeitos fisiológicos do frio
1.        Hemodinâmicos
·         ↓ inicial do fluxo sanguíneo
·         ↑ posterior do fluxo sanguíneo
2.        Neuromusculares
·         ↓ velocidade de condução nervosa
·         ↑ posterior do fluxo sanguíneo
3.        Alteração da força muscular
·         ↓ espasticidade
·         Facilitação da contração muscular
4.        Efeitos metabólicos
·         ↓ velocidade do metabolismo
·         ↓ hipóxia secundária à lesão
Efeitos terapêuticos do frio
1.        Controle da inflamação
2.        Controle de edema
3.        Modificações na espasticidade
4.        Facilitação
5.        Criocinética e crioalongamento
Fases do frio
1.        Frio intenso
2.        Queimação
3.        Dor
4.        Analgesia
5.        Formigamento
Contraindicações
1.        Hipersensibilidade ao frio
2.        Intolerância ao frio
3.        Crioglobulinemia
4.        Hemoglobinúria paroxística fria
5.        Fenômeno de Raynaud
6.        Sobe nervos periféricos em regeneração
7.        Área com comprometimento circulatório ou doença vascular periférica
Precauções
1.        Sobre ramo principal superficial de nervo
2.        Lesão aberta
3.        Hipertensão
4.        Déficit de sensibilidade ou estado mental
5.        Pacientes de idades extremas
Técnicas de aplicação
1.        Compressas frias ou bolsas de gelo (RICE)
2.        Massagem com gelo
3.        Sprays

 CRIOTERAPIA (uso do frio para resfriamento tecidual por perda de calor para controle de inflamação, edema, dor, redução da espasticidade e facilitação de movimentos)

Efeitos fisiológicos do frio

Hemodinâmicos
·         ↓ inicial do fluxo sanguíneo: Inicialmente ocorre uma vasoconstrição dos vasos cutâneos e redução do fluxo sanguíneo na tentativa de evitar perda de calor pelo tecido. Esta vasoconstrição ocorre por mecanismos diretos e indiretos). Redução da temperatura – estimulação direta da contração dos músculos da parede dos vasos sanguíneos (termoreceptores cutâneos) e indireta pela redução da produção e liberação dos mediadores químicos vasodilatadores (histamina e prostaglandinas causando redução na vasodilatação induzida). Há ativação reflexa dos neurônios adrenérgicos simpáticos resultando em vasoconstrição cutânea na região resfriada e, em menor extensão, nas regiões distantes do local da aplicação do resfriamento.   Além disso, ocorre redução na velocidade de circulação pelo aumento da viscosidade do sangue, aumentando a resistência ao fluxo.
·         ↑ posterior do fluxo sanguíneo: Quando a temperatura local cai até atingir menos de 10ºC, poderá ocorrer vasodilatação (VIF – vasodilatação induzida pelo frio). Redução inicial e após 15 minutos ocorre aumento e redução cíclica na temperatura local (correlação com alternância entre vasoconstrição e vasodilatação). Embora o aumento da hiperemia na pele decorrente da aplicação de gelo possa parecer um sinal de VIF, considera-se que seja o resultado de aumento na quantidade de oxi-hemoglobina no sangue devido à queda da dissociação oxigênio-hemoglobina que ocorre a baixas temperaturas. Como o resfriamento diminui a dissociação da oxi-hemoglobina, decresce o volume de oxigênio nos tecidos.

Neuromusculares
·         ↓ velocidade de condução nervosa
·         ↑ posterior do fluxo sanguíneo

Alteração da força muscular (redução do fluxo sanguíneo para o músculo; redução da condução nervosa motora; aumento da viscosidade e rigidez articular)
·         ↓ espasticidade (redução da atividade motoneurônio gama e aferentes sensitivos Ib OTGs resultando em redução de reflexos tendinosos profundos, redução do clônus e redução da resistência msucular ao alongamento passivo)
·         Facilitação da contração muscular (facilitação da atividade do motoneurônio alfa em músculos flácidos devido à disfunção do neurônio motor superior)

Efeitos metabólicos
·         ↓ velocidade do metabolismo (inibição das enzimas degradadoras de cartilagens: colagenase, elastase, hialuronidase e protease)
·         ↓ hipóxia secundária à lesão e lesão secundária enzimática

Efeitos terapêuticos do frio
Controle da inflamação
Controle de edema
Modificações na espasticidade
Facilitação
Criocinética e crioalongamento

Fases do frio
Frio intenso
QeuimaçãoDor
Analgesia
Formigamento

Contraindicações
Hipersensibilidade ao frio
Intolerância ao frio
Crioglobulinemia (presença de proteínas anormais na corrente sanguínea as quais se tornam espessas ou gelatinosas  quando expostas ao frio)
Hemoglobinúria paroxística fria (raro distúrbio sanguíneo causado pela formação de anticorpos que destroem os glóbulos vermelhos)
Fenômeno de Raynaud
Sobe nervos periféricos em regeneração
Área com comprometimento circulatório ou doença vascular periférica

Precauções
Sobre ramo principal superficial de nervo
Lesão aberta
Hipertensão
Déficit de sensibilidade ou estado mental
Pacientes de idades extremas

Técnicas de aplicação
Compressas frias ou bolsas de gelo (RICE)
Massagem com gelo
Sprays

Recursos Terapêuticos – Aula Prática 01
Crioterapia
Técnica terapêutica que tem como princípio resfriamento local por meio da retirada de calor por contato direto. Esta modalidade terapêutica pode ser utilizada para controlar inflamação, dor e espasmo muscular.
1.                   Spray
Não faz controle da inflamação e não tem o papel de resfriamento prolongado.
Atua na redução da dor (fechamento do portal da dor) e, consequentemente, atua indireta na redução do espasmo muscular. Importante lembrar que este controle do ciclo dor-espasmo-dor se faz em função da ativação de aferentes sensitivos A-delta (na pele há receptores de temperatura que deflagram esta ativação) e de vias descendentes que estimulam a liberação de opioides endógenos no cérebro e liberação de neurotransmissores inibitórios que agem nas células de transmissão (medula) “fechando o portão” de estímulo de dor para o tálamo.
Aplicação deve ser feita em jatos paralelos em toda a região lesionada.
Distância de 15 a 20 cm (se colocar muito próximo pode queimar o paciente).
2.                   Massagem com Gelo
Não faz controle da inflamação.
Utilizado em microlesões musculares localizadas.
Redução da dor (atua no ciclo dor-espasmo-dor). Importante lembrar que este controle do ciclo dor-espasmo-dor se faz em função da ativação de aferentes sensitivos A-delta (na pele há receptores de temperatura que deflagram esta ativação) e de vias descendentes que estimulam a liberação de opioides endógenos no cérebro e liberação de neurotransmissores inibitórios que agem nas células de transmissão (medula) “fechando o portão” de estímulo de dor para o tálamo.

Massagem com pressão e em movimentos circulares (ativa a aferência de estímulos rápidos – A-beta mais mielinizada, fechando o portão da dor).
Para complementar fazer massagem manual ou alongamento.
Tempo de aplicação de 5 a 10 minutos.
Término: vermelho intenso devido a não dissociação da oxi-hemoglobina (dificuldade de liberar oxigênio pela hemoglobina para o interstício/tecidos), não tem relação com a vasodilatação propriamente dita.
Posicionamento do Paciente: o indivíduo deve estar confortável, com as costas apoiadas, pés no chão e o membro lesionado apoiado.
Fazer o gelo em um copinho de café e colocar um pausinho para ficar fácil de manipular.
3.                   RICE
Técnica mais utilizada no controle da inflamação.
R – Repouso (a fim de evitar lesões secundárias).
I – Ice (gelo importante no controle da inflamação inibindo a ação dos mediadores químicos nos vasos por exemplo).
C – Compressão (Pressão externa que ajuda a controlar a formação de edema – fazer uma força contrária evitando a saída de líquido do vaso para o interstício).
E – Elevação (melhora o retorno venoso).
Aplicação ideal: colocar o gelo moído em um recipiente moldável (saco plástico) em contato direto com a pele, enrolar o gelo junto ao membro lesionado com uma faixa fazendo uma compressão, colocar uma tolha por cima para criar um isolamento térmico do ambiente evitando a perda de calor.
Obs.: o contado direto com a pele depende da sensibilidade do local (pele mais fina, como da face, deve-se proteger com creme ou um pano para minimizar a chance de queimadura).
Posicionar o paciente confortavelmente elevando o membro acima da altura do coração.
Tempo de aplicação de 15 a 20 minutos (pode variar de paciente para paciente, este deve passar por todas as fases do resfriamento: frio intenso, queimação, dor, parestesia e formigamento).
Recomendação na fase inflamatória: relação 1 para 2 (20 minutos de RICE seguidos de 40 minutos sem RICE – repetir o procedimento enquanto estiver na fase inflamatória 24/48h (esta duração depende da extensão da lesão e de outros fatores que afetam ou retardam a regeneração tecidual), além disso recomendar repouso e evitar sobrecarga na área lesionada).
Obs.: Quem consegue fazer este procedimento RICE após uma lesão, diminui o tempo de recuperação na fase inflamatória.
4.                   Bolsa de Gel
Pode ser utilizada no RICE, porém com mais cuidado.
Probabilidade maior de queimadura (a temperatura de congelamento do gel é bem mais baixa que a da água, valor negativo).
Aplicação ideal: colocar uma toalha na pele do paciente e só assim colocar a bolsa de gel.
Ter um maior cuidado com pacientes idosos, com a pele mais fina ou mais sensível ao frio.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Informações sobre monitoria e questão a ser discutida na próxima aula da disciplina recursos terapêuticos

Atenção: próxima aula da disciplina Recursos Terapêuticos será ministrada no auditório do prédio da fisioterapia (16 de maio de 2016 - início 14h).  

Trabalharemos na aula a questão abaixo:

Em termos terapêuticos o que poderia ser feito para:
1.       1. Controlar a ação de mediadores químicos nos vasos
2.       2. Ajudar na reabsorção do edema intersticial
3.       3. Reduzir o metabolismo local
4.       4. Gerar uma pressão/redução da saída de líquido do vaso para o interstício

Informações sobre monitoria:

A monitoria será iniciada no dia 1 de junho de 2016 onde os alunos trabalharão junto às monitoras as temáticas:

Crioterapia (termoterapia por frio) e Termoterapia Superficial por Calor.  

Horários da Monitoria:

Quarta-feira às 16h
Sexta-feira ás 17h

Obs. Caso haja necessidade de adequação de dia ou horário ou dupla, favor verificar diretamente com a monitora (Mariella Carvalho WhatsApp 35 92053021 E-mail mariellemdc@hotmail.com )

Quarta-Feira
Sexta-Feira
16h Lorena e Júnia
17h Rodrigo e Míriam
16:30h Gabriela e Cecília
17:30h Josiane e Juliana
17h Franciane
18h Brenda
17:30h Gabriel e Paloma
18:30h Fabrício
18h Amanda e Ana
19h Camila e Dayane
18:30h Edilaine e Daniella
19:30h Cecília
19h Polliana e Ariane

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Caso clínico sobre eletroterapia aplicada à cicatrização/reparo tecidual

Entrega do material 29 de fevereiro de 2016. 

Exame
História: MC é um jovem estudante de 23 anos. Ele lesionou seu tornozelo durante uma partida de futebol na escola. Ele foi visto pelo médico ainda em campo e diagnosticado com entorse lateral de tornozelo grau II. Seu tornozelo foi envolto em gelo e ele foi enviado ao vestiário para acompanhamento imediato do fisioterapeuta. O paciente foi orientado a usar muletas sem descarga de peso sobre o tornozelo lesionado para preservá-lo.
Teste e Medidas: A inspeção visual mostrou que o paciente mantém seu tornozelo em uma única posição com extrema hesitação para permitir ao terapeuta mover a articulação. A ADM passiva revelou restrições em todas as direções. A ADM é mínima. A articulação talofibular lateral está sensível ao toque, com descoloração indicativa de hemorragia por toda a face lateral e uma dificuldade para visualizar o maléolo lateral devido ao edema. A área está quente ao toque e apresenta uma leve hiperemia. O estudante está saudável e nega história de câncer, diabetes ou qualquer outro problema de saúde.
Que tipo de processo está ocorrendo no tornozelo deste paciente? Que tipo de estimulação elétrica seria mais útil? Que aspectos da lesão do paciente iria resolver? Que outros agentes físicos podem ser usados junto com a estimulação elétrica?
Avaliação, Diagnóstico, Prognóstico e Objetivos
Avaliação e Objetivos:
  • Estado atual: quadro álgico no tornozelo esquerdo, edema e ADM diminuída.
    • Objetivos: Controlar o quadro álgico e o edema. Acelerar a resolução da fase de inflamação aguda. Aumentar a ADM.
  • Deambulação limitada e alterada.
    • Objetivos: Retornar á deambulação normal.
  • Incapaz de jogar futebol.
    • Retorno às partidas de futebol.
Diagnóstico: Mobilidade articular prejudicada, função motora e desempenho muscular e ADM associada à lesão do tecido conectivo.
Prognóstico/Plano de Tratamento: Devido ao mecanismo de lesão, houve um processo inflamatório. A estimulação elétrica usando a CPAV (corrente pulsada de alta voltagem) deve ser uma escolha apropriada de tratamento na medida em que ela tem mostrado retardar a formação de edema durante o estágio inflamatório da lesão e auxilia no processo de cicatrização tecidual. Não existe nada na história do paciente que sugira uma contraindicação ao uso de estimulação elétrica.
Intervenção

CPAV – corrente pulsada de alta voltagem
Tipo
Parâmetros
Colocação de eletrodos
Largura do pulso
Frequência do pulso
Modo
Amplitude
Tempo de tratamento

Casos Clínicos Eletroanalgesia e Correntes Excitomotoras

Entrega do material - dia 22 de fevereiro de 2016 antes da aula. 

Gonalgia (dor joelho) Medial
História: VP é uma mulher de 47 anos, faxineira, desenvolveu gonalgia medial 4 meses atrás e foi submetida a intervenção cirúrgica. Ela tem tido dificuldade para estender sua perna direita e sustentar o peso total à direita ao caminhar e está incapacitada de trabalhar desde a cirurgia. A ADM articular do joelho direito é de 10 a 50 graus de flexão. VP deambula pequenas distâncias em casa sem a ajuda de aparelho, mas com o joelho direito em cerca de 15 a 20 graus de flexão em ortostatismo. Ela apresenta grau 4/5 de força de quadríceps à direita dentro da ADM possível.
Descreva a técnica, parâmetros ajustáveis, cuidados a serem tomados e posicionamento durante a aplicação da técnica visando fortalecimento muscular quadríceps à direita.  Descreva a técnica, parâmetros ajustáveis, cuidados a serem tomados e posicionamento durante a aplicação da técnica. 

Fraqueza de Bíceps Braquial
História: Paciente LT apresenta vítima de AVE apresenta como sequela fraqueza muscular de bíceps braquial comprometendo atividades de alcance de objetos (dificuldade para fletir o ombro e cotovelo direito). Descreva a técnica, parâmetros ajustáveis, cuidados a serem tomados e posicionamento durante a aplicação de eletroterapia visando reeducação muscular. 

Toracalgia e Cervicalgia
História: DS é uma jovem mulher de 28 anos, que foi indicada para fisioterapia com diagnóstico de dor torácica e cervical. DS queixa-se de aumento gradual da dor no pescoço e trapézio superior ao longo das últimas seis semanas. Ela relata que sua dor é pior ao fim do seu dia de trabalho como caixa de supermercado e nota que a dor está mais frequente e intensa que no mês passado. DS afirma que sua dor aumenta com o levantamento e transporte de cargas e qualquer rotação do seu pescoço. Ela teve algumas horas de trabalho reduzidas este mês, por causa do quadro alérgico. Ela foi avaliada por um clínico e a radiografia da sua coluna cervical foi negativa. Ela não tem histórias de arritmias e não tem marcapasso. Testes e Medidas: A paciente afirma que a intensidade da sua dor cervical é de 6/10. A ADM ativa da sua extremidade superior está dentro dos limites normais, sua força é de 4+/5 bilateralmente e ela está limitada pela dor no pescoço. Sua força no rombóide e trapézio superior é de 4-/5 bilateralmente. A rotação do pescoço e a flexão lateral estão 75% do normal, com a dor bilateralmente.  A flexão anterior é desconfortável nos 30% finais da amplitude. A extensão está dentro dos limites normais. À palpação existem significantes nódulos no trapézio superior bilateralmente e pontos-gatilho ao longo da borda medial de ambas as escápulas. DS nega parestesia ou dormência nas extremidades superiores.
Avaliação e Objetivos:
•              Estado Atual: Cervicalgia e toralcalgia. ADM restrita. Diminuição da força do quadrante superior.
§            Objetivos: Controle álgico. Recuperar a ADM cervical normal. Recuperar a força normal do quadrante superior.  
•              Estado Atual: Dificuldade de levantar e transportar carga.
§            Objetivos: Retornar à capacidade normal de levantar e transportar carga.
•              Estado Atual: Diminuição das horas de trabalho.
§            Objetivos: Executar todas as funções relacionadas ao trabalho e voltar às horas normais de trabalho.
Diagnóstico funcional: Postura deficiente. Prognóstico/Plano de Tratamento: Esta paciente não parece ter um problema ósseo, devido à normalidade da sua radiografia e à ausência de parestesia. Os nódulos do seu trapézio e os pontos-gatilho escapulares indicam uma causa muscular para a sua dor. Em geral, a TENS é um tratamento indicado para redução da dor. Outros agentes físicos tais como ultrasson ou gelo, e calor, podem ser usados em conjunto com a estimulação elétrica. Esta paciente não apresenta contraindicação ao uso da estimulação elétrica. 
Propõe-se que a estimulação elétrica seja usada para o controle da dor visando analgesia rápida e potente. Considerar interferencial vetorial (média frequência, despolarizada) e TENS (baixa frequência, despolarizada) Breve-Intensa. 

Por que esta paciente é candidata à estimulação elétrica? O que deve ser incluído no seu programa de tratamento? Que outros agentes físicos podem ser úteis?


Princípios básicos de eletroterapia

A sequência de exercícios sobre eletroterapia deverá ser entregue no dia 22 de fevereiro de 2016 antes do início da aula.

1). Defina o que são modalidades elétricas.
2). Defina corrente elétrica.
3). Comente sobre os tipos de correntes elétricas (polarizada ou contínua, despolarizada ou alternada, sequência de pulsos ou "burst".
4).  Defina pulso / fases de pulso / intervalo do interpulso / amplitude de pulso / largura ou duração de pulso / frequência de pulso.
5). Quais os tipos de eletrodos?
6). Explique posicionamento longitudinal ou coplanar e transversal ou contraplanar de eletrodos.
7).  Explique técnica de posicionamento de eletrodo monopolar e bipolar.
8).  De forma geral, comente sobre posicionamento de eletrodos visando eletroestimulação, analgesia e cicatrização/reparo tecidual.
9).   Comente sobre os principais dermátomos e miótomos. Explique porque é importante conhecer estas áreas em eletroterapia.
10).   O que é modulação da corrente. Explique o que é e porque é importante habilitar VIF (variação intensidade e frequência na corrente) durante a aplicação de eletroterapia.
11). Quais são os parâmetros ajustáveis em eletroterapia?
12). Comente as contra-indicações gerais para estimulação elétrica.

Referências Bibliográficas:
Cameron, M.H. Agentes físicos na reabilitação – da pesquisa à prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 3º edição, 2009.
Guirro, E; Guirro, R. Fisioterapia dermato-funcional-fundamentos, recursos e patologias. São Paulo: Manole, 2004.
Kitchen, S.; Bazin, S. Eletroterapia prática baseada em evidência. São Paulo: Manole, 2003.

Prentice, W.E. Modalidades terapêuticas para fisioterapeutas. Porto Alegre: Artmed, 2º edição, 2004.