segunda-feira, 11 de março de 2013

Eletroanalgesia

 

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Caso-clínico e vivência prática: Entregar na próxima (1 ponto – 25 de março de 2013)

ESTUDO DE CASO 1 - Toracalgia e Cervicalgia

Exame

História: DS é uma jovem mulher de 28 anos, que foi indicada para fisioterapia com diagnóstico de dor torácica e cervical. DS queixa-se de aumento gradual da dor no pescoço e trapézio superior ao longo das últimas seis semanas. Ela relata que sua dor é pior ao fim do seu dia de trabalho como caixa de supermercado e nota que a dor está mais frequente e intensa que no mês passado. DS afirma que sua dor aumenta com o levantamento e transporte de cargas e qualquer rotação do seu pescoço. Ela teve algumas horas de trabalho reduzidas este mês, por causa do quadro alérgico. Ela foi avaliada por um clínico e a radiografia da sua coluna cervical foi negativa. Ela não tem histórias de arritmias e não tem marcapasso.

Testes e Medidas: A paciente afirma que a intensidade da sua dor cervical é de 6/10. A ADM ativa da sua extremidade superior está dentro dos limites normais, sua força é de 4+/5 bilateralmente e ela está limitada pela dor no pescoço. Sua força no rombóide e trapézio superior é de 4-/5 bilateralmente. A rotação do pescoço e a flexão lateral estão 75% do normal, com a dor bilateralmente. A flexão anterior é desconfortável nos 30% finais da amplitude. A extensão está dentro dos limites normais. À palpação existem significantes nódulos no trapézio superior bilateralmente e pontos-gatilho ao longo da borda medial de ambas as escápulas. DS nega parestesia ou dormência nas extremidades superiores.

Por que esta paciente é candidata à estimulação elétrica? O que deve ser incluído no seu programa de tratamento? Que outros agentes físicos podem ser úteis?

Avaliação, Diagnóstico, Prognóstico e Objetivos

Avaliação e Objetivos:

· Estado Atual: Cervicalgia e toralcalgia. ADM restrita. Diminuição da força do quadrante superior.

      • Objetivos: Controle álgico. Recuperar a ADM cervical normal. Recuperar a força normal do quadrante superior.

· Estado Atual: Dificuldade de levantar e transportar carga.

      • Objetivos: Retornar à capacidade normal de levantar e transportar carga.

· Estado Atual: Diminuição das horas de trabalho.

      • Objetivos: Executar todas as funções relacionadas ao trabalho e voltar às horas normais de trabalho.

Diagnóstico funcional: Postura deficiente.

Prognóstico/Plano de Tratamento: Esta paciente não parece ter um problema ósseo, devido à normalidade da sua radiografia e à ausência de parestesia. Os nódulos do seu trapézio e os pontos-gatilho escapulares indicam uma causa muscular para a sua dor. Em geral, a TENS é um tratamento indicado para redução da dor. Outros agentes físicos tais como ultrasson ou gelo, e calor, podem ser usados em conjunto com a estimulação elétrica. Esta paciente não apresenta contraindicação ao uso da estimulação elétrica.

Intervenção

Propõe-se que a estimulação elétrica seja usada para o controle da dor visando analgesia rápida e potente. Considerar interferencial vetorial (média frequência, despolarizada) e TENS (baixa frequência, despolarizada) Breve-Intensa.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Notas prova e exercícios com a monitoria

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Para vivência prática com a monitora–princípios eletroterapia

A vivência prática abaixo deverá ser realizado em dupla ou trio com o auxílio da monitora (Danielle Esterfane da Silva - daninha350@hotmail.com). Para tanto, vocês deverão agendar encontro com a monitora por e-mail. As respostas do caso abaixo citado deverão ser entregue impreterivelmente no dia 18 de março de 2013 antes da aula de recursos terapêuticos. O material deverá ser ser escrito à mão e assinado pela Danielle informando que acompanhou as atividades realizadas e SIMULOU A PRÁTICA MANUSEANDO O APARELHO.  Total de pontos = 1 ponto.

1). Ajustar o equipamento de eletroterapia (escolha de modalidade terapêutica de baixa frequência – TENS/FES) nos seguintes parâmetros T = 100ms e F = 75Hz.

2). Usar um dos canais de estimulação e colocar 1 eletrodo no colega que receberá a eletroestimulação (ex. região anterior do ante-braço) e o outro na palma da mão.

3). Fazer contato do indicar com o corpo do colega e aumente a intensidade até sentir a corrente (formigamento = nível sensorial fraco).

4). Fazer “palpação elétrica” na área testada buscando pontos de gatilho (ou pontos de acupuntura, ou pontos motores ou área de inervação sensorial relacionada à dor referida). Você saberá que encontrou estes pontos de maior sensibilidade elétrica ao perceber mais corrente passando pelo seu dedo. Esses locais são “pontos de baixa impedância elétrica” por onde a energia da corrente flui com maior facilidade e, por isso, são pontos ótimos para estimulação devendo ser utilizados como alvo para estimulação.

5). Localize e marque 2 pontos e peça ao colega que fale qual a impressão sensorial deixada pela corrente (Anotar e prestar atenção no tipo de formigamento, se é agradável ou desagradável).

6). Feito isso, diminua a frequência (F) para o mínimo que o aparelho permitir (ex. F = 10Hz).

7). Pedir ao colega que compare com a sensação anterior (Melhor? Pior?).

8). Aumentar a F para 150Hz e repita o passo anterior (Melhor ou pior que a anterior?).

9). Teste mais 2 frequências (F = 25Hz, F = 80Hz).

10). Perguntar ao colega qual a melhor F e em seguida mude a estimulação para o modo BURST e pergunte novamente (melhor? Pior?).

11). A estimulação terapêutica posterior à técnica do dedo deveria ser feita com os eletrodos colocados sobre os pontos que foram localizados, na frequência e modo que o paciente preferiu e com a intensidade fixada em nível sensorial forte.

Obs. Caso o colega relata algum desconforto quando a frequência for aumentada ou reduzida, reduza a intensidade da corrente.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Casos clínicos–Ultrassom Terpêutico e Laserterapia DE Baixa Potência

O caso clínico abaixo citado deverá ser realizado em dupla ou trio com o auxílio da monitora (Danielle Esterfane da Silva - daninha350@hotmail.com). Para tanto, vocês deverão agendar encontro com a monitora por e-mail. As respostas do caso abaixo citado deverão ser entregue impreterivelmente no dia 04 de março de 2013 antes da aula de recursos terapêuticos. O material deverá ser ser escrito à mão e assinado pela Danielle informando que acompanhou as atividades realizadas e SIMULOU A PRÁTICA MANUSEANDO O APARELHO.  Total de pontos = 2 ponto.

Caso 1 – Laserterapia de baixa potência

HO é um arquiteto de 38 anos de idade, portador de artrite reumatóide (AR). Foi encaminhado para a fisioterapia por causa da rigidez e da dor, particularmente nas articulações das mãos. Em tratamentos anteriores, ele foi instruído a fazer exercícios de ADM, atualmente realizados 3 vezes por semana. O trabalho do paciente inclui atividade manual no uso do computador e desenho dos projetos. Ele julga estar realizando essas tarefas de forma mais lenta, percebendo dificuldade para realizar alguns trabalhos de precisão. Demonstra preocupação de que isso afete a sua atividade laboral.

A medicação de HO abrange ibuprofeno e metotrexato que proporcionam algum alívio à dor e rigidez das mãos.

Nos testes e medidas, o paciente aparenta estar saudável de forma geral, embora caminhe de forma bastante rígida. Ele relata dor nas mãos na intensidade 4/10 em repouso e 7/10n com o movimento, e que as mãos apresentam rigidez particularmente nas primeiras horas matinais. A ADM encontra-se reduzida nas articulações de ambas as mãos, com leve desvio ulnas nas articulações metacarpofalangeanas.

Goniometria passiva em várias articulações:

· Flexão interfalangeana do polegar: D = 80º E = 80º

· Extensão IF do polegar: D = -20º E = -20º

· Flexão da articulação proximal IF do dedo indicador: D = 90º E = 90º

· Extensão da articulação proximal IF do dedo indicador: D = -20º E = -25º

· Flexão da articulação PIF do dedo médio: D = 100º E = 90º

· Extensão da articulação PIF do dedo médio: D = -20º E = -30º

A força de preensão foi 4/5 bilateral, limitada pela dor e rigidez.

Perguntas:

1. Quais seriam os objetivos para a laserterapia?

2. Que outras intervenções (cinesioterapia) deveriam ser consideradas?

3. Quais os cuidados e precauções antes do uso devem ser verificados antes de aplicar da laserterapia de baixa potência nesse cliente?

4. Descreva a técnica, parâmetros ajustáveis, cuidados a serem tomados e posicionamento durante a aplicação da técnica.

Caso 2 – Ultrassom terapêutico

AC é uma mulher de 20 anos, estudante universitária. Ela sofreu ruptura completa de tendão calcâneo esquerdo 6 semanas atrás enquanto jogava voleibol, e o tendão reparado cirurgicamente 2 semanas depois. Ela foi encaminhada à fisioterapia com o objetivo de retornar à prática esportiva o mais rápido possível, livre de dor. Ela referiu discreto desconforto no local da incisão cirúrgica que aumenta quando anda. Sua perna ficou em uma tala gessada e AC andou sem descarga de peso sobre a perna esquerda, usando auxílio bilateral de muletas, durante 4 semanas no pós-operatório. A tala foi removida ontem, e ela foi instruída a andar realizando descarga parcial de peso de acordo com a tolerância, usando “bota” de salto. Ela foi instruída a evitar corridas e saltos por mais 6 semanas.

Nos testes e medidas, a paciente apresentou restrição de ADM passiva para dorsiflexão de -15º na perna esquerda comparados com +10º na direita. Há também leve edema, rigidez e vermelhidão na área da incisão cirúrgica e atrofia da panturrilha esquerda. Todas as demais medidas estão dentro dos limites de normalidade.

Perguntas:

1. O que o edema, a rigidez e o eritema indicam?

2. Como o ultrassom pode ajudar esta paciente?

3. Que contra-indicações deveriam ser verificadas antes de aplicar o ultrassom nesta cliente?

4. Descreva a técnica, parâmetros ajustáveis, cuidados a serem tomados e posicionamento durante a aplicação da técnica.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Estudo de caso (diatermia). Capsulite Adesiva


O caso clínico abaixo citado deverá ser realizado em dupla ou trio com o auxílio da monitora (Danielle Esterfane da Silva - daninha350@hotmail.com). Para tanto, vocês deverão agendar encontro com a monitora por e-mail. As respostas do caso abaixo citado deverá ser entregue impreterivelmente no dia 18 de fevereiro de 2013 antes da aula de recursos terapêuticos. O material deverá ser ser escrito à mão e assinado pela Danielle informando que acompanhou as atividades realizadas.  Total de pontos = 1 ponto.


AL é professora de 45 anos de idade. Ela foi diagnosticada com capsulite adesiva no ombro direito e foi encaminhada à fisioterapia. Ela relata rigidez no ombro, com sensação de aperto no final do movimento. Embora consiga realizar a maior parte de suas atividades instrumentais de vida diária, ela relata dificuldade para alcançar coisas altas o que interfere no alcance de objetos em prateleiras altas e tem dificuldade ao vestir roupas apertadas.
O exame objetivo revela restrição de ADM ativa e passiva no ombro direito e restrição passiva glenoumeral de articulação inferior e no deslizamento posterior. Todos os outros testes, incluindo limite de movimentação cervical e de cotovelo, força e sensação das extremidades superiores estavam dentro dos limites de normalidade.
ADM ombro:
Ativa
D
E
Flexão
120º
170º
Abdução
100º
170º
Mão atrás das costas
Direita 5 polegadas abaixo da esquerda
Passiva


Flexão
130º
175º
Abdução
110º
175º
Rotação interna
50º
80º
Rotação externa
10º
80º

Quais são os objetivos de tratamento para essa paciente?
Que tipo de diatermia seria a mais apropriada?
Como seria o melhor posicionamento da paciente durante o tratamento?
Quais as contra-indicações deveriam ser averiguadas antes da intervenção?
Quais parâmetros (dose, tempo de tratamento) e técnica utilizada para a terapia?
O que deveria ser feito além da diatermia?
Qual (is) parâmetro(s) o fisioterapeuta deveria utilizar para acompanhar a evolução do quadro?       

domingo, 20 de janeiro de 2013

Estudo de casos clínicos

 

Obs. Os casos clínicos abaixo citados deverão ser realizados em dupla ou trio com o auxílio da monitora (Danielle Esterfane da Silva - daninha350@hotmail.com). Para tanto, vocês deverão agendar encontro com amonitora por e-mail. As respostas dos casos abaixo citados deverão ser entregue impreterivelmente no dia 28 de janeiro de 2013 antes do início da prova de recursos terapêuticos. O material deverá ser ser escrito à mão e assinado pela Danielle informando que acompanhou as atividades realizadas.  Total de pontos = 2 pontos.

Aproveito para comentar que os resumos das aulas (feito à mão) deverão ser entregues no dia 21 de janeiro de 2013 antes do início da aula de termoterapia superficial por calor. Tota de ponto = 1 ponto.

Os estudos de caso citados abaixo resumem alguns conceitos de termoterapia superficial por frio e calor discutidos em aulas. Com base nos casos apresentados, peço-lhes para propor os objetivos do tratamento e em seguida comentar os fatores a serem considerados na seleção dos recursos supracitados como a intervenção de escolha. Além disso, vocês terão que comentar qual o agente de termoterapia superficial por calor ou frio ideal para promover o progresso rumo aos objetivos.

Caso 1: Exame: WF é um professor do sexo masculino, com 38 anos de idade. Ele lesionou seu joelho esquerdo há 3 meses jogando futebol, e foi tratado de forma conservadora com anti-inflamatórios não esteróides e fisioterapia por 6 semanas, apresentando uma melhora moderada nos sintomas. Entretanto, ele não consegue retornar às atividades esportivas devido à dor contínua no joelho medial. Uma ressonância magnética realizada 2 semanas atrás revelou lesão de menisco medial. Diante disso, o paciente foi submetido a uma artroscopia para menisectomia há 4 dias. O referido paciente foi encaminhado à fisioterapia para avaliação e tratamento. Na avaliação, WF acusa dor no joelho, que reduziu de 9/10 para 7/10 desde a cirurgia, mas aumenta com descarga de peso sobre o membro lesionado. Os seus movimentos estão limitados às tarefas instrumentais e de vida diárias e ele relata rigidez no joelho.

Teste e Medidas: O exame objetivo revela moderado aquecimento no joelho esquerdo (face Antero-medial), com restrição da ADM a -10 graus de extensão e 85 graus de flexão. O paciente deambula sem auxílio para locomoção, mas com fase diminuída no lado ipsilateral à lesão e com o joelho semi-fletido (30 graus de flexão) durante o ciclo da passada. A perimetria do joelho esquerdo no nível médio-patelar é de 45 cm e, no joelho direito de 38 cm.

Responda

1. Quais seriam os objetivos para o tratamento desse paciente?

2. Que sinais e sintomas nesse caso podem ser tratados por termoterapia superficial por frio (crioterapia)?

3. Quais contra-indicações deverão ser verificadas antes do uso do recurso?

4. Quais aplicações de crioterapia seriam adequadas para esse paciente (descrever a técnica de aplicação, posicionamento do paciente, tempo de aplicação, cuidados a serem tomados e orientações)?

5. Quais não seriam adequadas?

Caso 2: Exame: LH é uma mulher de 67 anos de idade que procurou o serviço de fisioterapia para avaliação e tratamento por apresentar diagnóstico de artrose das mãos. Ela acusa rigidez e dor em todas as articulações dos dedos, o que dificulta segurar utensílios de cozinha e realizar outras atividades domésticas, além de dor ao escrever. Ela relata que esses sintomas tem piorado nos últimos 5 anos e se intensificaram no mês passado desde que suspendeu o uso de anti-inflamatórios não esteroidais devido a efeitos gástricos colateriais.

Teste e Medidas: O exame revela rigidez e ADM de flexão restrita das articulações interfalangianas proximais dos dedos 2 a 5 a aproximadamente 90 graus e ligeiro desvio ulnar nas articulações carpometacarpianas bilateralmente. As articulações não se apresentam quentes ou edematosas, e a sensibilidade está inalterada em ambas as mãos.

Responda

1. Essa condição é aguda ou crônica?

2. Quais seriam os objetivos para o tratamento desse paciente?

3. O que deve ser considerado antes do uso de calor em um paciente com condição inflamatória?

4. Quais contra-indicações deverão ser verificadas antes do uso do recurso?

5. Que tipos de termoterapia seriam adequadas para esta paciente (descrever a técnica de aplicação, posicionamento do paciente, tempo de aplicação, cuidados a serem tomados e orientações)?

6. Quais tipos seriam inadequadas?