quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Crioterapia - material para trabalhar na monitoria (vivência prática e resposta às questões)

Data para entrega do material: 24 de outubro de 2016.
     
        Explique os efeitos fisiológicos do frio:     

Hemodinâmicos
·         ↓ inicial do fluxo sanguíneo
·         ↑ posterior do fluxo sanguíneo
2.        Neuromusculares
·         ↓ velocidade de condução nervosa
·         ↑ posterior do fluxo sanguíneo
3.        Alteração da força muscular
·         ↓ espasticidade
·         Facilitação da contração muscular
4.        Efeitos metabólicos
·         ↓ velocidade do metabolismo
·         ↓ hipóxia secundária à lesão

Comente sobre as fases do frio:
1.        Frio intenso
2.        Queimação
3.        Dor
4.        Analgesia
5.        Formigamento

Quais as indicações e contraindicações/precauções da crioterapia (justifique).


Caso clínico:  Exame: WF é um professor do sexo masculino, com 38 anos de idade. Ele lesionou seu joelho esquerdo há 3 meses jogando futebol, e foi tratado de forma conservadora com anti-inflamatórios não esteróides e fisioterapia por 6 semanas, apresentando uma melhora moderada nos sintomas. Entretanto, ele não consegue retornar às atividades esportivas devido à dor contínua no joelho medial. Uma ressonância magnética realizada 2 semanas atrás revelou lesão de menisco medial. Diante disso, o paciente foi submetido a uma artroscopia para menisectomia há 4 dias. O referido paciente foi encaminhado à fisioterapia para avaliação e tratamento. Na avaliação, WF acusa dor no joelho, que reduziu de 9/10 para 7/10 desde a cirurgia, mas aumenta com descarga de peso sobre o membro lesionado. Os seus movimentos estão limitados às tarefas instrumentais e de vida diárias e ele relata rigidez no joelho.
Teste e Medidas: O exame objetivo revela moderado aquecimento no joelho esquerdo (face Antero-medial), com restrição da ADM a -10 graus de extensão e 85 graus de flexão. O paciente deambula sem auxílio para locomoção, mas com fase diminuída no lado ipsilateral à lesão e com o joelho semi-fletido (30 graus de flexão) durante o ciclo da passada. A perimetria do joelho esquerdo no nível médio-patelar é de 45 cm e, no joelho direito de 38 cm.
Responda
1.       Quais seriam os objetivos para o tratamento desse paciente?
2.       Que sinais e sintomas nesse caso podem ser tratados por termoterapia superficial por frio (crioterapia)?
3.       Quais contra-indicações deverão ser verificadas antes do uso do recurso?
4.       Quais aplicações de crioterapia seriam adequadas para esse paciente (descrever a técnica de aplicação, posicionamento do paciente, tempo de aplicação, cuidados a serem tomados e orientações)?

5.       Quais não seriam adequadas?   


1.        
5. 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO – INFLAMAÇÃO

Questão 1. Após os leucócitos “deixarem” os vasos sanguíneos, a migração tecidual destes para o local da infecção ou lesão é mediada através de qual substâncias que atuam como um fator quimiotático? Discorra brevemente sobre o assunto.
Questão 2. Após uma lesão aguda do tornozelo, o tecido lesado foi amplamente substituído por capilares, fibroblastos e colágeno. Uma variedade de células inflamatórias está presente. Quais células inflamatória desempenha um papel importante no processo de cura? E qual a intervenção do fisioterapeuta nessa fase?
Questão 3: Descreva as características das 3 fases do processo de cicatrização, quais os sinais clínicos e a intervenção fisioterapêutica em cada caso.
Questão 4: Imediatamente após lesão aguda, inicia-se uma cascata de resposta inflamatória aguda que é necessária para o processo de cicatrização-reparo das células lesionadas. Assim, descreva as principais alterações que ocorrem na fase inflamatória aguda da lesão.
·         Alterações ultra-estruturais
·         Alterações metabólicas
·         Alterações hemodinâmicas
·         Alterações permeabilidade
·         Migração, marginação e diapedese leucocitária
·         Fagocitose celular
Questão 5:  Quais são os principais fatores que desencadeiam os sinais flogísticos de inflamação abaixo descritos:
·         Ciclo dor-espasmo-dor
·         Calor
·         Rubor
·         Edema
·     Perda da função 
Questão 6: Após a fase inflamatória aguda, o processo pode evoluir para reparação fibroblástica e posteriormente maturação do tecido ou pode evoluir para a cronicidade. Comente (mencione também quais são os principais eventos ocorridos nestas fases mencionadas).
Questão 7: Quais fatores poderão retardar o processo de reparo tecidual. Comente o que os fisioterapeutas poderiam fazer para minimizar estes efeitos.

Questão 8: Após a fase inflamatória aguda, o processo pode evoluir para reparação fibroblástica e posteriormente maturação do tecido ou pode evoluir para a cronicidade. Comente (mencione também quais são os principais eventos ocorridos nestas fases mencionadas).

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Questões sobre controle da temperatura corporal

1). Explique fisiologicamente como ocorre o controle da temperatura corporal quando um sujeito é submerso em água quente a 35 0C.
2). O que ocorre, em termos de perda de calor, quando há movimento da água aquecida?
3). Explique fisiologicamente como ocorre o controle da temperatura corporal quando um sujeito é submerso em água fria (150C).
4). Quais fatores influenciam a taxa de transferência de calor. Explique como estes fatores influenciam.
5). Quais são os efeitos físicos do calor?

6). Qual a diferença entre calor vs temperatura.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Eletroanalgesia


Princípios Básicos de Eletricidade

Definição de modalidades elétricas: “Capacidade de receber a corrente elétrica por meio de uma tomada de parede e transformá-la para produzir efeito fisiológico desejado no tecido biológico”.

Definição de corrente elétrica: Conjunto de cargas positivas ou negativas em movimento. Unidade de medida (Ampére – A) → Indica a taxa de fluxo de elétrons (intensidade). Para que a corrente elétrica flua devem existir → Transportadores de carga na matéria (elétrons – metais / íons – soluções eletrolíticas) e Força eletromotriz (voltagem / Unidade = Volts).

Tipos de correntes elétricas:
Corrente contínua (polarizada) → Cargas se movem sempre em uma mesma direção. Promove mudanças eletroquímicas sob os eletrodos. Utilizada para iontoforese. Promove efeito bioestimulante sobre células não-excitáveis. Pode ser utilizada para estimulação de pontos motores ou nervos periféricos.
Corrente alternada (despolarizada) → Há a inversão da polaridade em intervalos regulares de tempo. Ideal para atividade excitomotora. Produz formas de ondas que têm 2 fases em cada pulso.
Trens de pulso ou “burst” → Grupos de pulsos interrompidos por pequenos períodos de tempos e se repetem em intervalos regulares. Usada em corrente “Russa”.


Representação gráfica da corrente elétrica produzida pelo aparelho eletroterapêutico:

Pulsos e Fases do fluxo de corrente:


Eletrodos – primeiro ponto de resistência para as terapias com correntes elétricas.
Tipos de eletrodos:
Metálicos, de chumbo ou alumínio (C, D)→ Alumínio : menos corrosivo. Apresentam resistência na interface eletrodo-pele. Necessidade de esponja umedecida. Uso: correntes polarizadas
Silicone-carbono (B) → Uso causa alterações nos íons carbono. Necessidade de uso de gel condutor. Uso: correntes despolarizadas.
Auto-adesivos (A) → Perde a condutividade com o tempo. Uso: correntes despolarizadas.
Posicionamento dos eletrodos:

                                         Longitudinal                                          Transversal

Tamanho dos eletrodos:
Técnica monopolar → Densidade sob o eletrodo menor é aumentada. Ênfase no local a ser tratado.

Técnica bipolar → Utilização de 2 eletrodos de tamanhos iguais. Distribuição uniforme da corrente pela superfície do segmento a ser tratado.

Colocação dos eletrodos:
Sobre ou ao redor da área dolorosa
Sobre os dermátomos que correspondem à área doloroso
Próximo à medula que inerva área dolorosa
Sobre nervos periféricos que inervam a área dolorosa
Sobre estruturas vasculares superficiais
Sobre pontos motores

Dermátomos:


Miótomos de membros inferiores:
L2 – Psoas e adutores de quadril (flexão de quadril)
L3 - Psoas e quadríceps (atrofia coxa - extensão joelho)
L4 – Tibial anterior e extensor do hálux (dorsiflexão de tornozelo)
L5 – Extensor do hálux / fibulares / glúteo médio / dorsiflexão tornozelo (atrofia panturrilha – extensão hálux)
S1 – Panturrilha e posterior da coxa / atrofia glúteos / fibulares / flexores plantares (flexão plantar tornozelo / eversão tornozelo / extensão quadril)
S2 – Similar S1 exetuando fibulares

Modulações da corrente: Qualquer alteração que se faça na corrente original.
Tipos de modulação:
Variações de amplitude → modulações na amplitude de pico de uma série de pulsos.

Variações de freqüência de pulso variações cíclicas no número de pulsos aplicados por unidade de tempo.

Trens de pulso (Burst) → Repetição seqüencial de uma série de pulsos. Comum em estimulações excitomotora por minimizar a fadiga. Burst + Modulação em amplitude - contração mais agradável.

Modulação VIF (variação na freqüência e intensidade) → Utilizadas nas correntes empregadas em longos períodos de estimulação. Consegue-se retardar a ACOMODAÇÃO.

Freqüência das correntes:
Correntes de baixa freqüência → < 1000 Hz (< 250 Hz)
Correntes alternadas de média freqüência → 1000 a 4000 Hz (moduladas em baixa freqüência: ~50 Hz para contração muscular)
Freqüência das correntes com suas respectivas ações:
Estrutura estimulada Freqüência (Hz)
Nervos simpáticos 0-5
Músculo não-estriado 0-10
Nervos parassimpáticos 10-150
Nervos motores 10-50
Nervos sensoriais 90-110

Parâmetros ajustáveis:
Características do pulso → Freqüência do pulso. Amplitude da corrente. Largura do pulso. Intervalo do interpulso.
Eletrodos → Tipo. Distância. Posicionamento. Tamanho.
Características da corrente elétrica → Tipo de corrente. Formas de onda. Modulações.
Tempo total de terapia.
Contra-indicações gerais para estimulação elétrica:
Usuários de marcapasso cardíaco
Cardiopatas
Utilização sobre vasos sanguíneos trombóticos ou embolíticos
Vasos vulneráveis à hemorragia
Área abdominal de gestantes
Sobre seios carotídeos
Alterações de sensibilidade sem estratégias seguras
Indivíduos com dermatite e sobre pele danificada
Tecidos neoplásicos
Estado febril
Infecções em geral
Dor não-diagnosticada (a menos que seja recomendada por profissional)
Referências Bibliográficas:
Cameron, M.H. Agentes físicos na reabilitação – da pesquisa à prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 3º edição, 2009.
Guirro, E; Guirro, R. Fisioterapia dermato-funcional-fundamentos, recursos e patologias. São Paulo: Manole, 2004.
Kitchen, S.; Bazin, S. Eletroterapia prática baseada em evidência. São Paulo: Manole, 2003.
Prentice, W.E. Modalidades terapêuticas para fisioterapeutas. Porto Alegre: Artmed, 2º edição, 2004.

Próximas aulas de recursos terapêuticos

01/08/2016Princípios gerais em eletroterapia e Analgesia por meio de correntes elétricas: aula teórico-prática

08/08/2016Estimulação muscular por meio de correntes elétricas: aula teórico-prática

15/08/2016Efeitos da corrente elétrica na cicatrização e iontoforese: aula teórico-prática

22/08/2016Prova teórico-prática (60 pontos)

24/08/2016Exame especial (Quarta-feira  14h)