segunda-feira, 15 de junho de 2009

Corrente Russa - Alunos: Lívia e Mateus

É uma corrente excito motora de média freqüência (2500Hz), porém, os trens de pulso são modulados em baixa freqüência (50Hz), suficientes para estimular um motoneurônio.

A corrente russa possibilita um estímulo sensorial mais agradável e conseqüentemente um estímulo motor mais vigoroso, por se tratar de uma corrente de média freqüência.

Correntes de freqüência mais altas reduzem a resistência ao fluxo da corrente, penetrando mais rapidamente sobre os tecidos, podendo o paciente suportar maiores cargas de pulso. À medida que a intensidade aumenta mais nervos motores são estimulados, aumentando a magnitude da contração.

Podem ser trabalhados vários grupos musculares, respeitando os agonistas e antagonistas em contrações alternadas.

Amplamente utilizado no esporte e na estética.

Efeitos

Promovem hipertrofia muscular

Promove aumento da atividade celular

Apresentam maior efeito sobre as fibras do tipo II (rápidas), por estas fibras serem mais superficiais.

Características

Corrente despolarizada

Possui envoltório quadrático com intervalo de 10 ms (interpulso)

Modulada em 50Hz

Tecla MODE : escolha da forma de aplicação

· R (recíproco): atua alternando a saída da corrente entre os canais 1- 2- 3- 4- com os canais 5- 6- 7- 8. Tempo ON = OFF

· S (sincronizado): co-contração. Todos os canais atuando ao mesmo tempo. Tempo ON é igual ou diferente do OFF.

· Q (seqüencial): atuação seqüencial. Do menos para o maior ( 1 para 8 ). Tempo ON = OFF

· C (continuo): corrente estável e constante em todos os canais. Não há ajuste de tempo.

Eletrodos

Tipos: Silicone-carbono e Auto-adesivos

Posicionamento: Técnica coplanar ou contraplanar

Importante: Os eletrodos devem ter como meio de acoplamento o GEL hidrossolúvel. Também devem ser bem fixados.

A intensidade da corrente é um parâmetro que deve ser constantemente alterado, tanto intra quanto inter-sessões, possibilitando assim um recrutamento cada vez maior das unidades motoras, bem como minimizando o fenômeno da acomodação.

O conforto durante a estimulação elétrica é fundamental para o seu sucesso, podendo até limitar a sua aplicação.

A intensidade da corrente tolerada depende da interferência do SNC (sensibilidade e percepção emocional, desconforto, ansiedade), da fadiga resultante e da impedância elétrica de cada indivíduo.

Alguns indivíduos chegam a sentir dores após as sessões, devido à magnitude da contração.

Indicações

Atrofia muscular; Estética (flacidez e celulite); Reabilitação muscular.

Contra-indicações

Usuários de marcapasso cardíaco; Cardiopatas; Utilização sobre vasos sanguíneos trombóticos ou embolíticos; Vasos vulneráveis à hemorragia; Área abdominal de gestantes; Sobre seios carotídeos; Alterações de sensibilidade sem estratégias seguras; Indivíduos com dermatite e sobre pele danificada; Tecidos neoplásicos; Estado febril; Infecções em geral; Dor não-diagnosticada (a menos que seja recomendada por profissional).

Orientações

  • Elevar aos poucos a intensidade da corrente nas primeiras sessões
  • Eletrodo ativo posicionado sobre o ponto motor ou ventre muscular do músculo a ser estimulado
  • Usar correntes despolarizadas para estimulação mioeletrica da face
  • Realizar estimulação elétrica de forma modulada para evitar fadiga
  • Na obesidade, limiar de excitabilidade é alto
  • Pacientes com neuropatias periféricas devem ser melhor monitorados
  • Intensidade adequada contribui para hipertrofia e aumento de potência de músculo debilitado
  • Antes do tratamento, a pele deve ser lavada com água e sabão ou limpa com lenço umedecido com álcool.
Referências:

Titulo: GUIRRO,E.; GUIRRO, R. Fisioterapia dermato-funcional, fundamentos, recursos e patologias. Capitulo 6 – Eletroterapias

Titulo: PRENTICE, W.E. Modalidades terapêuticas para fisioterapeutas. Capitulo 5 – Correntes de estimulação elétrica

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